quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A doença

Eu não só respiro, como tenho medo de oxidar meus pulmões.
E morrer.

Eu não só como, como tenho medo de infeccionar meu intestino.
E morrer.

Eu não só estudo, como tenho medo de sobrecarregar meus neurônios.
E morrer.

Eu não só ando, como tenho medo de tropeçar num buraco fundo.
E morrer.

Eu não só rezo, como tenho medo de Deus perdoar meus pecados.
E morrer

Eu não só amo, como tenho medo de esquecer de respirar, comer, estudar, andar, rezar...
E morrer.


Diana Silveira

sábado, 29 de agosto de 2009

Um momento, eu retornei!

Ainda existem as esperanças de enfiar a cara em mais uma tentação?
Ainda existe hora pra voltar a ser apenas o que for?

Mesmo que eu ainda tente me interessar, o meu peito explode apatia ao tamanho cotidiano que tornaram as minhas emoções.

Acordo às 6 horas da manhã.
Penso: no café, na condução de todo dia, nos meus passos já feitos e na respiração copiada.
No que me ensinaram, no que eu não aprendi. Na respiração copiada, e que eu não aprendi.

Mesmo que eu ainda tente te gostar, o meu peito explode apatia ao tamanho cotidiano que tornaram as minhas emoções.

Perdoe minha indecisão, amor... Eu não consigo ser o que fui mais.
Perdoe minha indignação, querido... Reconheci que antigamente, eu ia longe demais.

Viva La Revolución!!

Diana

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Não sou boa com os números nem com frases feitas(apesar de usá-las de vez ou outra).
Muito menos com morais de história, porque acho moral é um "conceito" complicado.
Gosto do que me tira o fôlego, do que me faz sair da casca.
Venero o improvável.
Desejo o quase impossível.
E o meu coração é livre, mesmo amando tanto.
Tenho um ritmo que me complica, mas também me faz única.
Uma vontade que não passa.
Uma idéia que nunca dorme.
Uma canção que adoro, mas nunca guardei para mim.
Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim.
Não sou fácil. Não sou complicada.
Talvez também não seja a amante ideal.
Não coleciono inimigos.
A minha felicidade é um estado de espírito.
Mudo de humor de vez em quando, não constantemente!
Me irrito fácil com as pessoas grandes( ou que se acreditam grandes...).
Me desinteresso à toa.
Tenho uma "pilha" inesgotável.
E um par de asas que nunca deixo para trás.
Às vezes, quando é tarde da noite,dormindo ou não, eu viajo.
E sem saber, busco respostas que não encontro por aqui.
Ontem, eu perdi um sonho em algum lugar.
E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir.
Mas não tem nada, não.
Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. Se faz maior!
E chega mais perto de ser quem, na verdade a gente é!

Mikaella Sousa*

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Tempo...

E assim mais uma etapa se acaba,
pois os traços de criança que me moldaram
se diluíram com o tempo.
Mas eu ainda tenho muito medo do escuro.

Preciso do amor que vivi naquele tempo
e que a luz que ele carrega bata de frente
com tudo aquilo que invento,e comento.
E que tento.
Me sobra algum tempo
pra o vento novamente
carregar-me a você?
Meu momento de sustento,me deixa respirar você?

Diana Silveira

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A nossa nova-velha história!


Existem coisas difíceis de entender. Pelo menos por mim... E não vai adiantar me explicar, eu não vou entender mesmo. Talvez eu nem queira... A saudade, por exemplo, é um negócio complicado. Por mais que tudo continue como estava, que as coisas estejam no mesmo lugar, parece que nada esta certo, que nada está bom. E nada mundou. Está tudo do mesmo jeito. O simples fato de você não estar por perto faz o mundo perder a graça. As coisas e as cores ficam todas acinzentadas. Tudo muito monocromático num mundo que era tão colorido. As piadas não parecem tão engraçadas, os dias não parecem tão lindos. O meu riso já não é mais tão feliz... Mas o problema não é com o mundo, não é com as cores. O problema é o vazio aqui dentro. A saudade que dá não te ver de manhã. O problema é que, quando você não está eu me sinto incompleta. O problema é que eu te amo.


Mikaella Sousa

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sopro de reflexão

Retorne alguns passos,
beba novamente um gole de passado.
Embriagar-se e refletir em sintonia excelente
Não vai ser bom somente para mim.

Não dê limites a paciência.
Sabedoria é a arma de quem muito a tem.
Interagir nos mais íntimos olhares proporciona
percepção muito acima da tola visão clichê.

(quanta idiotice)

(excessivas expectativas...)


Entretanto,
a minha maior angústia,
é saber
que os séculos passam depressa demais,
e eu tenho menos de um.

(e agora?)

Diana Silveira

domingo, 9 de novembro de 2008

Brilhante!

A vida é um dom
E por ser aquilo que nos é mais precioso
Devemos aproveitá-la
Se cair, levante
Se chorar, dê um sorriso
Se tudo lhe parecer impossível
Olhe adiante e veja a esperança.

Acima de tudo
Para tornar a vida válida
Ame, ame intensamente
Mesmo que o homem em sua pequenez
Venha a criar limites a sua própria vida
Tenhas coragem
Saiba viver.


Paulo =]