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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Preciso do novo.


Huu.
E quanto às flores do seu jardim,
deixe-as secar e vem para mim
que ultimamente ando tão constante.
Já não consigo discernir
meu corpo do resto do mundo. Huu.

To de paralisia sentimental,
na verdade, to precisando de uma dose de vinho
de paixão, de desilusão.
Não tenho nada pra chorar.

Por que continuas nessas flores
se seca cá eu estou?
Tão inorgânica indiferença constitui
este meu corpo, insípido, inapto...

Huu...
Preciso ser
Preciso saber quem é meu mundo,
quem sou eu.
Preciso de flores,
preciso então saber quem é meu corpo
e o seu.


Diana

terça-feira, 21 de outubro de 2008

waiting'

Passei horas ansiando ouvir tua voz... Dormi ao lado do telefone orando pra que ele tocasse e a voz do outro lado fosse a sua. Orando por dentro, pra que o seu "boa noite" me fizesse dormir mais leve. Mas não foi. A sua voz não veio. Eu não dormi. Já não tenho mais tanta paciência.
Este meu turbilhão de sentimentos tem deixado meu coração aflito. E de certo a culpa é toda sua.
Você me deixou assim... O meu desejo de você me deixou assim. A minha angústia virando "pré-ocupação", eu querendo saber se está tudo bem, se você já adormeceu, se lembrou de mim. Infelizmente disso eu não sei, e nem sei se vou saber.
Mas o mais "pré-ocupante" mesmo é a falta que você mês faz, é saber que amanhã será um dia novo-e não terá nenhuma graça, e meu coração continuará em angustia... Amanhã estarei novamente esperando. Sentada alí, inerte, olhando pro telefone e rezando por dentro. Desejando
mais que tudo aquela paz que só você me dá. Que só sua presença me traz.

Obs.: " Aonde está você? Metelefona.
Me chama, me chama, me chama."



Mikaella.

sábado, 18 de outubro de 2008

18 de outubro


Tempo bom era tempo de ser criança. Quer dizer, não criança, éramos pré-adolescentes! Falávamos de namorados, andávamos de bicicleta na rua, assistíamos filmes de terror e brincávamos de bola, piscina de plástico, corrida (eu sempre perdia essa)... Vivíamos em paradoxo e nem sabíamos de fato o que realmente se passava. Só sei que foi com você, Érika, que compartilhei meus primeiros segredos, minhas primeiras angústias (irrisórias ainda, rs), meus primeiros casos de amor (descasos, na grande maioria, haha).
Lembro-me de cada ano que passamos juntas, de cada aniversário e de cada “omelete” que fizemos em sua cabeça. Vivemos cada instante como deveria ser vivido. Trocamos pescas de matemática (eu sou foda, hehe) com as de geografia (você é foda, hehe). Brigamos por pirulitos e por mentiras, mas por fim nos entendemos. Comemoramos 11, 12, 13, 14, 15 (ah, as fantasias dos 15), 16, 17 e por fim, agora os 18 anos juntas. Eram tantos os sonhos e com eles as outras tantas decepções...
Passaram anos, passaram outros amigos e companheiros, tomamos rumos diferentes, mas nossa amizade se manteve firme e forte, graças a Deus. E não importa o caminho que escolhemos para sermos felizes, (seja por estudos, seja por amor) o que importa é que quando estamos juntas o conceito de felicidade entre nós é o mesmo: é o companheirismo e amizade. E quando estamos juntas, estamos felizes.
Hoje, 18 de outubro de 2008, estás completando 18 anos, e de tantos outros aniversários, fico feliz por estar fazendo parte deste, em especial, pois prometemos que quando tivéssemos os 18 anos nós iríamos morar em república e que nunca iríamos beber: você foi a primeira prova de que nem todas as promessas podem ser cumpridas, rs.
Realmente, a esfera de criança torna tudo tão simples. Na verdade, eu nunca quis conhecer a complexidade da maturidade. Então façamos um trato, assim como sempre fizemos na infância: Pra sempre, juntas. Pra sempre criança.
A nossa amizade é maior do que qualquer expressão de maturidade. É maior do que a crueldade do tempo.

Te amo.
Diana

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Soneto à sombra


O que é, de fato, essa sombra?
Que me acompanha todos os meus fatídicos passos
os quais me direcionam diariamente ao fracasso,
e cada vez mais a minha alma se assombra.

A luz se emite em minha face e reflete vaidade.
Já que o externo eu burlo com muita facilidade.
Manipulo a minha forma, e por isso sou bela.
Vai e vem maquiagem, escondo as mágoas do eu - donzela.

Triste ilusão, inflamada beleza!
A luz que te ilumina também molda a fraqueza,
e é no chão que se encontra a escura companheira.

O que se vê, pra sempre ela acompanha.
E no meu quarto, a consciência deixa de ser tacanha.
E quando fecho os olhos, escura sombra então torna-se canseira?!


Di.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sem explicação


Expandir-me nas palavras, porque breves palavras são menos complexas e mais intensas. E em casa, o "c" controla o vôo da asa. O coração mantém-me viva, porém inativa. Cadê a ação que prometeste? Incolor, talvez. Paixão atrapalha, e muito vicia.

Descoisificar, desfuncionar, desestruturar a organização molecular. Por que o mundo irá consumir de si mesmo em um processo entrópico? De qualquer maneira, seremos um só bolo de carne e idéia...

Energia, modifica meu mundo, não me vista de trapos dessa gente rendida. Rendida ao descaso, à ignorância, à comum forma de amar. Sobre o amor, desconheço forma, desconheço conteúdo, desconheço você, me desconheço.

Não tem explicação...

Di.